Indícios de corrupção e lavagem

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O senador José Agripino iniciou o dia na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, enquanto os principais veículos do país repercutiam informações sobre a conclusão de inquérito envolvendo o seu nome pela Polícia Federal. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Polícia Federal anunciou a conclusão do inquérito 4141 do Supremo Tribunal Federal, instaurado para apurar eventual participação do senador José Agripino (DEM) no recebimento de vantagens indevidas durante a construção do estádio Arena das Dunas, em Natal.

Veja o inteiro teor da nota divulgada pela PF:

A investigação apurou a participação do Senador pelo Partido Democratas, José Agripino Maia, na solicitação e recebimento de vantagens indevidas da empresa OAS em troca de seu auxílio político na liberação de recursos de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social -BNDES direcionados à construção da Arena das Dunas, em Natal/RN, no ano de 2013. O recebimento das vantagens ilícitas se deu tanto por meio de doações eleitorais oficiais, que foram direcionadas ao diretório, como por meio de repasses em espécie, que transitaram por contas do próprio investigado e também por contas de familiares, entre os anos 2012 a 2014, totalizando a quantia de pelo menos dois milhões de reais.

A investigação baseou-se no resultado da análise de mensagens de texto extraídas do celular de José Adelmário Pinheiro Filho, bem como nas informações colhidas no Termos de Colaboração Premiada de Alberto Youssef e Rafael Angulo Lopez, além do exame de mais de mil páginas de documentos, a inquirição de diversas pessoas, quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico dos investigados.

Diante dos suficientes indícios de materialidade e autoria, foram então imputadas as condutas de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro ao Senador José Agripino Maia; lavagem de dinheiro a Raimundo Alves Maia Júnior; Corrupção ativa a José Aldemário Pinheiro Filho; além de crime de prevaricação a Carlos Thompson Costa Fernandes – Conselheiro do TCE/RN à época dos fatos.”

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